domingo, 5 de junho de 2011

Na minha janela (II)

Vi um passarinho
não era verde,
Preto
era o Corvo
estava ele com um olho no bico
parado na minha janela
olhou-me com aquelas bolinhas pretas, os olhos.
depois voo longe
Deixando para trás
pingos de sangue

terça-feira, 19 de abril de 2011

Na minha janela (I)

Entro no quarto bagunçado
com uma janela grande aberta
Cortinas mexiam-se, mexiam-se, mexiam-se
vento batia, batia, batia
sussurrava, sussurrava, sussurrava
Arrepiava
beijava, beijava, beijava
Respirava
vento

terça-feira, 29 de março de 2011

Indigente

Companheiro ausente que não perdi, apenas inexistente
Arruinou sua essência de uma alma sagaz para prazeres mundanos
Debochou do futuro prospero por interesses pequenos e passageiros
Companheiro, quando ficou tão vazio?
Nada atribui e compartilha comigo
Somente virou um arrependimento passado e imemoriável
Com nenhuma recordação agradável da sua antiga existência



Acabou, companheiro.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Arrogância

Eu criei isso e aquilo! Eu virei a minha cabeça! Eu tornei-me em pó!

Rosas do céu

Não te vejo no sol radiante
Enxergo na penumbra sua imagem
Na noite de rosas
Estrelas vermelhas
Refletem seus olhos

E o escuro do seu olhar
Inunda o dia
Com desenhos de rosas murchas
Penetrando na minha visão

Rosas que paralisam os dias
Suas rosas

domingo, 2 de janeiro de 2011

-

-

Esse é o último desenho colorido que fiz.
Tive que escurecer um pouco devido ao scannear clarear o desenho de mais.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Não lhe interessa!

Queria comentar sobre o meu dia
Aconteceu tanta coisa interessante e marcante (crescer como pessoa - Percebi que sou corajosa.-)
Porém, não vai ser especial se eu relatar e compartilhar.
Vai ser meu e somente.


(Nem tanto... acabei de dizer que aconteceu algo... perdeu só um pouco da sua especialidade, mas ainda é especial!!)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Preciso dizer... (Ops) -Preciso ficar quieta -

Não tenho muita vontade de dizer o que devo falar!
Fico quieta! Deixando tudo entrar e se instalar dentro de mim sem ao menos cogitar o quanto ruim ou bom isso pode ser: apenas deixo fluir e alastrar no meu corpo.
E não reclamo muito disso, porque sei que no fundo vai fazer diferença... ficar calada.
Como aquele ditado indiano: "Quando falares, cuida para que tuas palavras sejam melhores que o silêncio."
Ou seja, minhas palavras são insignificantes, então silêncio é o suficiente.
Mas tem um pequeno problema:
Eu tenho voz, pode não ser de muitos... mas é uma voz.
E ainda tenho o luxo de falar para os ouvidos desfigurados rotineiros.
Será que para eles é significante?
Enfim, não sou muita boa com palavras... Ah como gosto de ficar quieta...
Seria tão mais prático dizer nada... No entanto, por algum motivo... temos que falar!
É uma necessidade de se comunicar...Que eu não compreendo muito...
Sabe, para uma pessoa que não gosta de falar até que falou bastante... Está na hora de ficar calada

















AHHHHHHHHHHHHHH
Não, não, não!
Preciso dizer algo antes de terminar isso aqui:
ODEIO FICAR QUIETA!

sábado, 25 de dezembro de 2010

Otimismo

Não sinto falta dos bons tempos.
Desejo os ruins, hoje.
E os ótimos amanhã.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Confissões de um Mimico


Não entendo mais o caminho que eu propus à mim
Tenho idade para decidir as minhas escolhas
Nada escolho...
Fico perdido no tempo
Enquanto dizem que há falta de tempo, eu digo excesso
Os dias são como ganchos que puxam a minha pele a cada segundo lentamente
Errei tanto e devia ter crescido
Não vejo progresso do meu ser
Não quero morrer e nem viver
Estou cansado de mais para compreender as palavras ditas por aqueles que eu amo
Choro pelo os vícios que submeti-me
Exageros e omissões e mentiras
Não sei quem sou eu
Um nome dado, não meu

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Sem asas

Aleijado com sua própria história
Fui um pássaro sem asas tentando voar
Planar sem asas é cair no chão
Pobre animal
Duvido que tenha a se lamentar
A se arrepender, sim.
Patas pequenas existem para levantar
São tripés não tão compridos
Continuará voando sem asas.

Fim

Eu tive um sonho de uma garota sem irmãos com o rosto desfigurado e com hematomas pelo corpo inteiro... O monstro espancava-a nos tempos livres.
Até ela morrer.
Por fim, acabou...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Ainda que amassem (...)

Se sexo é amor
Nós amaríamos uns aos outros
Pena que esse sentimento unitário é tão romântico

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Cegueira

Já era de costume andar na rua e não reconhecer todos os rostos, melhor, nenhum rosto.
Mesmo que tenha sonhado com um era borrão, não uma face.
Olho para a qual fico parada, também não era uma face.
Não reconheço os conhecidos
Olho para o espelho; olhos, boca, nariz, sobrancelha,... Um grande borrão
Não me reconheço
Ecoa tão estranho; desconhecido
Não há medo, somente anonimato.
Não lembro dos sorrisos com gosto
Nem dos olhares profundos
Todos perderam expressões
... Tão curioso

Love to draw

Father,
I was drawing when I met my true love
It was beautiful
It's not human
No man
No woman
Only me and my draws and my love

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

À minha mente de garoto

Garoto, cante!
O que está esperando?? Pare de chorar!
Quer voltar para casa?!?
Escute, você é meu! QUERO QUE CANTE!!
Isso, muito bem... CARAMBA! Essas lágrimas e essa canção tão belas
Agora, pare! FALEI PARA PARAR, imprestável!

Vai ser difícil te domesticar.

Garoto, dance!
Dance mais!!! Sorria também!
CHAMA ISSO DE SORRISO??
... FALEI PARA PARAR DE CHORAR!!
Está bem! CHEGA!
Vamos embora, porque desse jeito você faz nenhum agrado.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Recuperação do meu Eu

Sombras desérticas do breu
Ondas cobririam todos
Anjo abriu as asas amorfas
Não iluminou,
Corvos saiam
Grotescas penas
Aquelas ondas negras, eles
Excesso de ar
E muito silêncio
Harmonia, angústia
Escurecido pensamento
Eles comiam depois de aquecer
Entranhas expostas
Angústia,
Não, é felicidade.

sábado, 24 de abril de 2010

In.

Sinto o cheiro dela
Oh melancolia
Por que você não é minha?
Fui insuficiente
Não consigo suprir
A sua existência
Flor intocável
Nunca chora
Faça-me perder
O sentido de odor.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Sentimento

Não é o vazio
Não é o incompleto
É Nada.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Momentos imaginários com a Galáxia

Galáxia devora corações.
- Primeira alimentação -

Entre beijos e carícias veio o sussurro
- Quer saber o porquê da sua cautela em fazer escondido, professor?

Enquanto as mãos e os lábios passeavam no corpo de Galáxia, respondeu positivamente, aclamando por mais sussurros.
- Porque você sabe que é errado e não quer que alguém o veja cometendo este erro, principalmente, a mulher.

Então ela sorriu lhe dando mordidas no pescoço e lambidas no queixo. Ele apenas concentrado no prazer não reagiu suavemente, mas violento com apertos e desejos.
Galáxia prosseguia:
- Você é um covarde... – ela respira fundo-... talvez, tem vergonha... - cabelo longo dela é puxado- ...talvez... - suspira- ...crê que não deve satisfação a alguém.

Professor contrai o corpo sob de Galáxia, ela geme baixo, mas continua:
- Agora, pergunto-lhe, por que escondido, professor?
Ele para, olha-a desamparado, então Galáxia o abraça respondendo a pergunta:
- Você tem medo de ser descoberto e dar satisfações das suas atitudes inadequadas... tem vergonha... É covarde.

Galáxia beija-o intensamente e diz:
- Vou devorar você e não irá reclamar...