terça-feira, 13 de abril de 2010

Sentimento

Não é o vazio
Não é o incompleto
É Nada.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Momentos imaginários com a Galáxia

Galáxia devora corações.
- Primeira alimentação -

Entre beijos e carícias veio o sussurro
- Quer saber o porquê da sua cautela em fazer escondido, professor?

Enquanto as mãos e os lábios passeavam no corpo de Galáxia, respondeu positivamente, aclamando por mais sussurros.
- Porque você sabe que é errado e não quer que alguém o veja cometendo este erro, principalmente, a mulher.

Então ela sorriu lhe dando mordidas no pescoço e lambidas no queixo. Ele apenas concentrado no prazer não reagiu suavemente, mas violento com apertos e desejos.
Galáxia prosseguia:
- Você é um covarde... – ela respira fundo-... talvez, tem vergonha... - cabelo longo dela é puxado- ...talvez... - suspira- ...crê que não deve satisfação a alguém.

Professor contrai o corpo sob de Galáxia, ela geme baixo, mas continua:
- Agora, pergunto-lhe, por que escondido, professor?
Ele para, olha-a desamparado, então Galáxia o abraça respondendo a pergunta:
- Você tem medo de ser descoberto e dar satisfações das suas atitudes inadequadas... tem vergonha... É covarde.

Galáxia beija-o intensamente e diz:
- Vou devorar você e não irá reclamar...

quarta-feira, 17 de março de 2010

Sons da morte

Menino árvore,
Qual é o som reproduzido pelos seus galhos?
Quando o vento veio, pensei que fosse de oceano.
Quando a chuva caiu, pensei que fosse de tufão.
Quando as folhas desmoronavam, pensei que fosse de tempestade.
Menino árvore,
Querer sobreviver com esses sons
Que me deixa nostálgica
Quanto a sua existência, flui da sua boca sem vida
Que alimenta as secas
Menino árvore,
Quem lhe plantou foi aquele que o matou?

segunda-feira, 15 de março de 2010

Rastejo

Pensamentos voadores atraem essa maldita
Começa pela cabeça e indo se alastrar
Deixa rastros de desejos passados
E promove insônias
Ela é uma desgraça amorfa
Chama-se recordar no literal
No figurado, Saudade.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Nebulosa espiral.

Não tenho mais o meu cometa
para estimular o brilho da
minha vida como estrela.

Perdi o meu radiar da noite.
Não sirvo como paisagem
Para os olhares alheios
Ao céu escuro.
Será que volto a explodir?

Não espero por outro cometa,
Mas sim, por um buraco negro.

Quero ser sugada com força.
Viajando por cada canto
Desse redemoinho galáctico,
Então conhecendo e/ou desconhecendo
As suas dimensões.

Com isso me tornaria
Uma nebulosa cheia de cores
... E de vida.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Ventamor

Perdi-me nas nuvens
Na verdade, foi o vento
Ventania forte e intensa levou-me
Longe...
Rodopiando nessa corrente
Senti a minha boca fechada como nunca
Meus olhos involuntariamente abertos
E meu nariz inalando todo aquele ar
Com força para recordar o momento
O instante...
Que eu suei para alcançar o desconhecido
E fui capturada por esssa brisa violenta
De repente, acaba a turbulência e
Uma atmosfera serena atingiu-me
Tocou o meu coração fraco
Brotando um sorriso simples
Como eu amo esse vento

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Oásis

A sombra da bondade esconde a lágrima,
dá um passo em direção ao encontrado.
Que a paz esteja repousando no berço de ninar.
A esperança se mantêm, a trilha para o amor,
o caminho para a profunda liberdade.